Teoria da comunicação

Inicialmente o livro “Teoria da comunicação nos estudos em relações públicas” nos mostra alguns pensamentos de formas diferentes sobre a comunicação. Luiz C. Martino que pergunta “Existe teoria da comunicação?”. E logo após apresentam duas reflexões, a de Charles R Berger e Robert T Craing que são chamadas de teorias da comunicação.
Para Charles Berger havia questões que impediam o desenvolvimento das teorias da comunicação, essas questões são heranças históricas, obsessão mitológicas a versão ao risco e auto inclusão. Porém para Robert Crag existem dois pontos a serem estudados, no primeiro ele nos mostra que tudo é comunicação, e no segundo a teoria pratica que são resultados científicos e acrescentam mais interpretações. O professor Antonio Hohilfeldt relata o livro “O campo da comunicação no Brasil”, e para ele essa obra apresenta diversas teorias da comunicação através de paradigmas. Esses paradigmas têm base no positivismo, as suas propostas são de alguma forma interpretar a sociedade e suas trocas de relação social, cujo relaciona a função, a influência de comunicação.
A palavra paradigma significa um exemplo a ser seguido em alguma situação, O paradigma sendo um princípio, teoria ou conhecimento que origina a pesquisa em um campo científico. Uma referência inicial que servirá de modelo para novas pesquisas.
Na escola de Chicago foi criado a teoria dos pesquisadores Cooley, Mead, Sapir, Pierre, Park e Bleemer criaram a teoria que entende que a sociedade só pode ser estudada a partir de interação das pessoas sendo formulada pela comunicação, essa teoria chama-se interacionismo simbólico. O positivismo tem como objetivo em suas pesquisas estudos feito sobre comunicação. A primeira pesquisa sobre a comunicação chama-se de hipodérmica, a segunda  funcionalismo, e por fim, a teoria chamada de efeito em longo prazo, e a capacidade de tornar uma informação em noticia em longo prazo.
Na escola Palo ou “colégio invisível” nos anos 40, foi formulado pesquisas que o entendimento da mensagem transmitida em uma informação é mais importante do que o emissor dentro do processo comunicativo. Criando como uma alternativa a teoria da comunicação de forma pragmática, sendo ele; prático, realista, objetivo.
Na escola de Frankfurt formada por um grupo de filósofos e sociólogos, se destacam dois aspectos: a transformação da cultura em mercadorias e a difusão da ideologia pelos meios de representação técnica. Dando início ao paradigma crítico que tem reflexões culturais, podendo ser como um dos principais conceitos considerando a ideologia do mundo das comunicações. A obra de arte perde seu caráter artístico e passa a ter um caráter capitalista de consumo.
Iniciando também o paradigma culturológico que diz que a mídia não produz um padrão cultural e sim baseado em um padrão que já é algo que a sociedade esta acostumada. E tem como proposta compreender a cultura, influencias e estruturas da sociedade.
O Paradigma Matemático Informacional, nos mostra que os seus conceitos são: a informação, redundância, ruído, mensagem, linguagem. Sendo eles importantes porque em toda comunicação existe uma informação a ser transmitida, a partir de elementos de linguagem que podem ser reafirmados de forma redundante, com intuito de minimizar os ruídos, e assim a mensagem seja entendida eficientemente.
Já o Paradigma Midiológico tecnológico da a questão das novas formas de organização e interação, as novas tecnologias que surgem rapidamente, e o ciberespaço, ambiente no quais as tecnologias promovem novas formas de se comunicar, interagir e criar novos meios de comunicação.
E por fim o Paradigma Lingüístico semiótico que seus principais conceitos são os signos, a linguagem e a semiótica. Por meio desses conceitos se entende a importância dos signos como elementos que comportam significados e sentidos, que podem ou não modificar o modo como uma comunicação é recebida e entendida.
E assim dando continuidade a realizações de outras teorias e com elas continua o desenvolvimento, até porque o papel da mídia é mudar junto com a evolução da tecnologia e de formas especializadas, que muda sempre a função social, e em relação aos estudos das teorias da comunicação sempre estarão diretamente voltados ao progresso da tecnologia dos meios de comunicação.


  • A definição do conceito de comunicação é feita com pouco cuidado ou, em outros casos, é ausente; não existe uma definição do que é teoria e como foi selecionada; os teorografos – estudiosos que sistematizam as teorias – não explicitam os critérios para a escolha das teorias, e ainda não indicam o porquê dessas teorias serem reconhecidas como teorias da comunicação, uma vez que podem ser tidas como teorias sobre comunicação. (MARTINO, 2006, p. 13-14).

SILVA, Sandro Takeshi Munakata da. Teorias da comunicação nos estudos de relações públicas, [recurso eletrônico], Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011, p, 8-43 (disponível emhttp://ebooks.pucrs.br/edipucrsteoriasdacomunicacao.pdf